O arrequecimento global e a verdade inconveniente

Cada dia que passa mais me convenço da bondade da minha decisão tomada há algum tempo de deixar de ler notícias. A leitura dos cabeçalhos é suficiente para satisfazer a minha curiosidade intelectual e ler muito mais cabeçalhos em mais jornais das mais diversas fontes. Ainda vou lendo alguma opinião e basta. E se algo me ensinaram estes largos meses deste a minha tomada de decisão é que confiar num jornal para me informar sobre o que se passa no mundo é vastamente insuficiente.

Há cerca de 1 semana li um cabeçalho no New York Times sobre uns emails que andavam a correr sobre um possível engodo à volta da investigação sobre o aquecimento global. A notícia recebeu muito pouco destaque deste jornal e nenhuma atenção de qualquer dos principais jornais portugueses. Os cabeçalhos dos jornais americanos trataram deste tema como se de um problema informático se tratara, tipo ‘alguém atacou o servidor de email da universidade’.

O problema revelou-se mais sério que um simples ataque informático. Estamos a falar de fraude. A universidade vítima deste ataque recebeu 19 milhões de dólares entre 2000 e 2006 para investigar as alterações climáticas. Eles investigaram e parece agora que a investigação tem sido inconclusiva, ou seja, que os dados disponíveis não permitem concluir que a acção humana e as alterações climáticas têm uma relação de causa-efeito. Pior ainda, a investigação não permite concluir sequer que existe qualquer alteração climática. Para os que acham que eu estou a delirar, eis um especialista a falar. Mas como é evidente, esta universidade sabe que o dinheiro para a investigação só continua a entrar se a paranóia do aquecimento global se mantiver. Como tal, o que estes senhores fizeram e que ficou registado nos emails agora pirateados foi manipular modelos climáticos e esconder resultados da investigação tanto quanto possível.

Perante estas notícias se calhar alguém dirá que eu estou a levantar demasiadas ondas e que talvez os jornais portugueses estejam a actuar correctamente ao ignorar a notícia. Afinal é um facto isolado numa universidade britânica. Só que o problema é mais sério que esta fraude de 19 milhões de dólares. Para os que gostam de números eu deixo aqui alguns. Nos próximos anos a União Europeia vai gastar 3 mil milhões de euros a investigar o aquecimento global, a NASA vai ter 1.3 mil milhões de dólares para a mesma causa e o banco HSBC estimou que só este ano foram gastos 94 mil milhões de dólares em investigação sobre este tema. Para os que não gostam de números eu lembro que há dois anos foi atribuído um prémio Nobel da paz ao Al Gore com a sua verdade inconveniente. Já na altura eu critiquei o facto deste senhor falar constantemente de ‘os cientistas dizem’ e ‘a ciência tem provado’ sem nunca mencionar que cientistas e que tipo de ciência prova o que ele tem vindo a publicar em vários livros que lhe têm valido muitos milhões de dólares. Não surpreende que o prémio Nobel da paz se desvalorize a cada ano que passa.

Isto tudo parece quase surreal. É como se de repente todos os governos do mundo começassem a dedicar recursos, tempo e milhares de milhões a investigar a vida extra-terrestre porque o meu vizinho jura a pés juntos que recebeu uma mensagem inter-galáctica. Substituam ‘vida extra-terrestre’ por ‘aquecimento global’ e ‘meu vizinho’ por ‘Al Gore’ e têm aqui possivelmente o maior barrete do século. A mensagem inter-galáctica pode ficar.

2 comments to O arrequecimento global e a verdade inconveniente

  • ema

    Na verdade este debate já tem uns anos. “Vários cientistas” refutam esta ideia.
    Aqui ficam alguns excertos das declarações dos 650 cientistas que apresentaram um relatório, em 2007, no senado dos EUA:

    “Eu sou céptico … O aquecimento global transformou-se numa religião” – Ivar Giaever , Prémio Nobel da Física.

    “Desde que deixei de fazer parte de qualquer organização e de receber algum financiamento [para investigação], falo com toda a franqueza … Como cientista continuo céptica” – Dra. Joanne Simpson , cientista da [Física da] Atmosfera, primeira mulher, a nível mundial, a receber o título de Ph. D. [Doutorada] em Meteorologia e ex-colaboradora da NASA, autora de mais de 190 estudos e designada como “pertencente aos mais proeminentes cientistas dos últimos cem anos”.

    O pânico climático é o “maior escândalo científico da história … Quando as pessoas souberem qual é a verdade, elas ficarão decepcionadas com a Ciência e com os cientistas” – Dr. Kiminori Itoh, colaborador japonês do IPCC, galardoado como Ph. D. da físico-química ambiental.

    “O IPCC, actualmente, transformou-se numa organização fechada que não ouve mais ninguém. Não têm mentes abertas [os membros do IPCC] … Estou realmente espantado como foi atribuído o Prémio Nobel da Paz sobre conclusões cientificamente falsas que foram ditas por pessoas que não são geólogos” – Dr. Arun D. Ahluwalia , geólogo indiano da Universidade do Punjab, membro do comité da ONU do Ano Internacional do Planeta.

    “Os modelos [informáticos do clima] e as previsões do IPCC são incorrectos porque se baseiam em modelos matemáticos e apresentam resultados baseados em cenários que não incluem, por exemplo, a actividade solar” – Victor Manuel Velasco Herrera , investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Autónoma de México.

    “É uma mentira descarada erguer a voz na comunicação social para afirmar que apenas uma franja de cientistas não reconhece o aquecimento global de origem antropogénica” – Stanley B. Goldenberg , cientista estatal da Hurricane Research Division , da NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration [equivalente ao Instituto de Meteorologia dos EUA].

    “Mesmo a duplicação ou a triplicação da quantidade de dióxido de carbono [na atmosfera] teria pouco impacto [climático], já que o vapor de água e a água condensada em partículas das nuvens [existentes na atmosfera] são e continuarão a ser dominantes na cena mundial [isto é, no estado do tempo e no clima a nível mundial]” – Geoffrey G. Duffy , Prof. do Departamento de Química e Engenharia de Materiais da Universidade de Auckland, Nova Zelândia.

    “Depois de ler o comentário asinino de Rajendra Pachauri (Chairman do IPCC) sobre os Flat Earthers (ao considerar os cépticos como tal), é difícil manter-me calado” – Dr. William M. Briggs , estatístico do clima, especialista em previsões estatísticas, trabalha no Comité de Estatísticas e Probabilidades da Associação Americana de Meteorologia, editor associado da Monthly Review Weather

    “Quantos anos deve o planeta arrefecer até percebermos que ele não está a aquecer? Quantos anos mais deve continuar o arrefecimento do planeta [que entrou numa fase de arrefecimento depois de 1998, até nos inteirarmos disso]? – Dr. David Gee , geólogo, Chairman do Comité do Congresso Internacional de Geologia de 2008, publicou mais de 130 artigos científicos em revistas com revisão pelos pares, lecciona actualmente na Universidade de Uppsala, Suécia.

    “Gore incitou-me a [realizar] uma investigação científica profunda que me levou rápida e solidamente para o campo dos cépticos … Os modelos climáticos, na melhor das hipóteses, podem servir para explicar as alterações climáticas depois delas terem sucedido” – Hajo Smit , meteorologista holandês, inverteu a sua crença no aquecimento antropogénico para se tornar num céptico, ex-membro do Comité Holandês junto do IPCC.

    “Muitos (cientistas) estão a tentar regressar a uma vida pacata (depois de promoverem o pânico climático) sem arruinar as suas carreiras profissionais” – James A. Peden , Físico da Atmosfera, ex-colaborador do Centro de Coordenação de Investigações Espaciais, em Pittsburgh, Pensilvânia.

    “É um perigoso disparate criar uma ideologia suportada no dióxido de carbono … O alarmismo actual das alterações climáticas é um instrumento de controlo social, um pretexto para grandes negócios e para o combate político. Transformou-se numa ideologia preocupante” – Prof. Delgado Domingos [Instituto Superior Técnico, Lisboa], Portugal, fundador do grupo de Previsão Meteorológica Numérica, tem mais de 150 artigos científicos publicados.

    “As emissões de CO 2 não causam absolutamente qualquer problema … Qualquer cientista sabe isso, mas não lhe pagam para dizê-lo … [A alguns pagam para dizer o contrário!] O aquecimento global, como veículo político, mantém os europeus sentados no veículo e os países em desenvolvimento a andarem descalços” – Dr. Takeda Kunihiko, vice-reitor do Instituto de Ciências e Tecnologia da Universidade de Chubu, Japão.

    “O alarmismo (do aquecimento global) tem a sua justificação no facto de que é algo que gera fundos [para investigação]” – Dr. Eduardo Tonni , Paleontólogo premiado, membro do Comité de Investigação Científica de Buenos Aires, chefe do Departamento de Paleontologia da Universidade de La Plata.

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